RESPONSABILIDADE MORAL

RESPONSABILIDADE MORAL

By Aldemir   /     mar 30, 2017  /     Minhas palestras  /  

Responsabilidade

          Ao longo da história da filosofia (incluindo a filosofia produzida atualmente), um tópico recorrente é o da responsabilidade moral. Esse tópico é por vezes investigado juntamente com o tema do livre-arbítrio, com questões sobre a relevância do determinismo para esses assuntos, e também em conexão com os sentimentos e atitudes que manifestamos quando somos gratos ou elogiamos alguém por ter feito algo, ou quando nos ressentimos ou repudiamos o ato de alguém. ( por Marcelo Fischborn).

          Vivemos em um momento de compreensão difícil em que valores morais são confundidos com expertise e o deboche de instituições onde deveriam dar o exemplo em suas atitudes por aqueles que representam ou possuem a tarefa de bem exercer com dignidade certas funções.

          Quando paramos para pensar em maneiras de vivencia entre pessoas, imaginamos que suas atitudes deveriam ser de responsabilidades e com lealdade em sua forma de convivência entre a sociedade, agindo de maneira a refletir bondade, integridade e amor.

          O que pensar quando vemos principalmente empresas de transformação, ou de fabricação de alimentos envolvidos em crimes ou levando vantagens de forma ilícita, responsáveis em levar para a mesa das pessoas alimentos saudáveis e não adulterados ou de má qualidade, colocando a saúde em risco ou patrocinando para futuras doenças.

          O que pensar quando vemos pessoas vendendo drogas, principalmente aquelas ilícitas, as que destroem a saúde, a família e faz do usuário um ser largado em todas as más sortes em sua vida, perdendo sua dignidade e destruindo outras vidas e a sua própria. Brigas entre facções pelo controle territorial de vendas, sendo usadas armas potentes ceifando vidas, muitas destas de jovens, os quais são aliciados para o tráfico com vista a ganho fácil de muito dinheiro.

          O que pensar quando vemos nossos representantes políticos em todas as esferas, usando de seus privilégios e se envolvendo em falcatruas de todas as espécies, tirando dos recursos públicos para seus caprichos ou status deixando os cofres públicos vazios, como se o dinheiro ali existente fosse de quem poder pegar, não havendo responsabilidades administrativas sobre os recursos colhidos do povo através dos impostos e taxas e desta forma deixando faltar principalmente para a saúde, educação, segurança, etc.

          O que pensar onde vemos profissionais da saúde fazendo cirurgias e procedimentos desnecessários para poder ganhar mais dinheiro, deixando certas pessoas com sequelas para o resto de suas existências.

          O que pensar quando vemos pessoas que, em nome de Deus, travestidos em religiões extorquindo o povo de boa fé, levam até os últimos centavos do povo para a sua ganância e demonstração de poder, muitas vezes ameaçando castigo de Deus aos infiéis que deixarem de pagar certas quantias mensais, principalmente pessoas desinformadas, ensinando uma fé cega, onde em nome de uma prosperidade fácil ilude seus seguidores.

          O que pensar quando vemos o nosso meio ambiente, a natureza sendo destruída através de desmatamentos ilegais, poluição do ar, dos rios, a fauna a flora, enfim agressões em nome do progresso, de forma cruel e sem responsabilidades.

           Quando paramos para pensar e refletir, notamos que muitas coisas não estão em uma conexão perfeita por falta de responsabilidade moral do ser humano em que pese uma transformação para melhor, falta empatia, humildade, serenidade, amor e principalmente Deus em seu coração.

         Neste momento lembramo-nos da citação de Rui Barbosa que diz: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto.

          Em grande parte das discussões filosóficas sobre responsabilidade moral, o que está em questão é o que acima é chamado de responsabilidade moral retrospectiva. Trata-se da responsabilidade que alguém pode ter por algo que já aconteceu. Mas nem toda responsabilidade retrospectiva é moral. Por exemplo, um criminoso é considerado criminalmente (ou legalmente) responsável por um crime que cometeu. Esse é também um tipo de responsabilidade retrospectiva, mas não se trata de responsabilidade retrospectiva moral.

         O que, mais precisamente, a responsabilidade retrospectiva moral envolve? Em linhas bastante gerais, diz-se que um agente é moralmente responsável por algo quando é apropriado responder de certas maneiras ao que ele fez. Por exemplo, se um agente moralmente responsável fez algo bom (por exemplo, ajudou uma pessoa caída a levantar) pode ser apropriado agradecer-lhe ou elogiá-lo por isso. Se um agente moralmente responsável faz algo ruim, por outro lado, pode ser apropriado censurá-lo ou condenar o que fez. Essas reações (gratidão, elogio ou censura) são formas de responsabilizar moralmente o agente.

          Somos responsáveis, nesse sentido, quando é apropriado que os outros respondam de certas maneiras ao que fizemos. Boa parte da discussão filosófica a esse respeito dedica-se a estabelecer sob quais condições essas respostas são apropriadas, isto é, que condições precisam ser satisfeitas para que um agente seja moralmente responsável.

          Nós, humanos, não vivemos sozinhos. Há uma infinidade de relações que estabelecemos o tempo todo – com a nossa família, com os nossos vizinhos, com os nossos amigos, com colegas de escola e trabalho, entre outras. Todos nós somos singulares: temos vontades, pensamentos e modos de expressão diferentes. Foi para possibilitar a vida em comum, ou seja, a vida ao lado das outras pessoas, e para garantir que todas elas possam agir que, ao longo dos anos, apareceu a noção de ética.

          Nas conversas diárias, muitas vezes falamos de “ética” e “moral” como se fossem palavras sinônimas. Embora tenham, originalmente, um sentido parecido, é possível diferenciá-las. A palavra “moralidade” vem do latim mos, mor- e significa costumes. Nós vivemos em uma sociedade que tem normas estabelecidas do que é certo e do que é errado.

           Os pensadores que defendem que o ser humano é sempre livre sabem que existem determinações externas e internas, fatores sociais e subjetivos, mas a liberdade de decidir sobre suas escolhas é superior à força dessas determinações. Um exemplo que poderia ser dado para entendermos essa noção seria a de dois irmãos que têm a mesma origem social, mas um se torna criminoso e o outro não.

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