VIDA E VALORES

VIDA E VALORES

By Aldemir   /     mai 23, 2017  /     Minhas palestras  /  

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          É curioso notar como nos estarrecem as notícias que as mídias projetam em torno da violência. Em toda parte as notícias de crimes, das guerras, sequestros, greves, vendas de drogas, alcoolismo que  nos causam verdadeiro estupor.

          É muito comum que as pessoas registrem tudo isto com certa dose de angústia, como se o mundo estivesse de mal a pior.

          E, quando pensamos nessas questões da violência, que a televisão mostra, que as emissoras de rádio, que os jornais escritos apresentam; quando pensamos nessa violência que está nos filmes, dentro das famílias nas telenovelas, que está em toda parte na sociedade, sentimos um aperto muito grande no coração.

          Afinal de contas, que mundo é este? Em que mundo nós estamos vivendo?

          Esta é uma pergunta crucial, porque quando nos perguntamos, que mundo é este, em que mundo estamos vivendo, não podemos esquecer que nós fazemos parte deste mundo. Não é um mundo lá fora, como se fôssemos dele independentes.

          Este mundo no qual  estamos identificando tantas catástrofes de violência, tantas tragédias comportamentais, é o mundo que  estamos fazendo.

        Por causa disso vale a pena nos perguntarmos: O que é que está acontecendo neste capítulo da violência no nosso cotidiano?

          Não existe um único dia sequer que não tenhamos notícias de assassinatos, de homicídios, de estupros, de sequestros, de atentados em toda parte. Na sociedade mais próxima, onde estamos e na sociedade do mundo em geral. Parece que o ser humano adentrou caminhos nunca dantes trilhados, com tanta frieza, com tanta violência, não podendo ser comparado com nada existente.

          Cabe-nos verificar de onde é que vem essa onda de violência tão terrível na nossa vida cotidiana. É por causa disso que nos cabe ver como podemos fazer, agir, viver para dar conta desse quadro tão angustiante que aí está em nosso mundo.

          Violência, violações, violar – todos esses verbos e substantivos expressam uma patologia da criatura humana. Expressam um tormento pelo qual passa o indivíduo.

          Compete-nos identificar onde começa a violência e teremos surpresas muito curiosas ao percebermos, ao registrarmos que todo e qualquer processo de violência que explode no macro sociedade, que avança no mundo em geral, tem começo no indivíduo.

            Sim, é no indivíduo que todo esse processo começa. Somos essencialmente portadores desse vírus da violência.

          Quando pensamos nessa verdade, sentimos certa frieza na espinha, um calafrio que nos passa na espinha porque jamais imaginaríamos que toda essa onda de tormentos sociais, de sequestros, violências, mortes, estupros tivesse começo na nossa atitude pessoal.

          Parece que estamos fazendo as coisas às escondidas, temos a sensação de que ninguém nos vê ou, muitas vezes, fazemos abertamente para que sejamos vistos. É a questão da adrenalina. Fazer alguma coisa errada no meio de tanta gente produz uma adrenalina, mas, ao mesmo tempo, indica um desequilíbrio.

          É desse modo que a violência vai ganhando expressividade, que a violência vai se disseminando na sociedade em que vivemos. Ao pensarmos nessa disseminação da violência nos cabe cumprir aquilo que viemos a Terra fazer: dar boa conta da nossa administração existencial, dar boa conta de nossa vida, viver de tal modo que não sejamos nós os fatores predisponentes da violência.

          Que não carreguemos em nós essa força que promove a violência, mas que consigamos, gradativamente, trabalhar num sentido oposto e verificar que a violência tem nascedouro em nós e, por isso, terá que encontrar seu término também em nós.

          Se nos damos conta de que é no indivíduo que tem o nascedouro da violência, fica desta forma muito mais explícita a sua origem e naturalmente a solução que todos devem buscar.

          A violência das palavras ásperas, das palavras grosseiras, a violência da pornografia. Falamos o que queremos como se todas as pessoas tivessem a obrigação de nos ouvir o verbo como a gente o queira expressar. E a vida, como o é bem assim. Impõe-se a alguém ouvir-nos nas coisas ruins que queremos dizer,  estamos impondo às pessoas violentamente, as nossas idéias.

          Fazem-se na nossa casa uma festa e porque estamos na nossa casa  ignoramos que os outros vizinhos também estão nas suas casas, fazemos barulho até a hora que  bem entendamos porque os outros terão que nos aceitar assim,  é violência. Porque se temos direito a fazer barulho em nossa casa, os nossos vizinhos têm direito a ter silêncio em suas casas.

          Começamos a nos aperceber das atitudes violentas junto à família: o esposo machista, violento, grosseiro com a esposa; a esposa patologicamente feminista e que acha que a sua palavra tem que ser a última, não ouve a mais ninguém; as agressões contra os filhos; a pancadaria; as brigas entre irmãos dentro de casa são aspectos os mais variados da violência no cotidiano.

          Curioso é que não percebemos que isso é violência.

          Parece-nos uma coisa muito normal, muito corriqueira nos agredir e depois, tudo parece voltar ao normal. Mas as coisas não voltam ao normal que estavam nunca mais chegamos ao nível zero. Estamos sempre ajuntando lixo nas nossas relações.

          E por causa disso mesmo a violência tem começo dentro de nós, estoura nas nossas relações, dentro de casa, no nosso trabalho, com as pessoas com as quais convivemos. Graças a isso é que, a cada dia, a violência urbana aumenta mais.    Parece que o problema da violência urbana é do Governo. Mas o governo da minha casa sou eu, o governo da minha rua sou eu, o governo do meu bairro somos nós.

          Então, como fazer para mudar esse quadro que nos incomoda tanto?

          Temos que apelar para esse processo de auto-educação. Precisamos aprender a voltar às origens da boa relação.

          Saber o que falar perto de quem, respeitar senhoras, crianças, respeitar outras pessoas porque todas as vezes que nós dizemos o que queremos, diz o ditado popular,  ouvimos as coisas que não queremos e não gostamos. Quando dizemos uma palavra de má qualidade, uma palavra de baixo calão, uma palavra indevida, instigou a reação das pessoas, das que aceitam o que  dissemos e daquelas que se rebela contra o que  dissemos.

          É da micro violência, digamos assim, a violência do indivíduo, a violência de cada um que nasce a macro violência.

          É da nossa violência individual que advém a grande violência social, não tenhamos nenhuma dúvida.

          Quando vemos, numa guerra, soldados se engalfinhando, a guerra não começaram com os soldados, começou com cada um dos indivíduos que somaram energias envenenadas.

            E essa energia envenenada, essas forças negativas vão impondo à sociedade o desbordar, o desaguar das nossas negatividades reunidas.

          Muito mais do que podemos imaginar somos os agentes da violência no nosso cotidiano.

          Muito mais do que podemos supor damos ensejo à violência urbana, comentando-a, divulgando-a através das redes sociais, devorando essas notícias nos jornais, nas revistas que vendem a rodo o sangue pisado das vítimas sociais.

          Quando começamos a fazer essas reflexões, quando partimos para esses entendimentos, agora parece que conseguimos encontrar a saída, a renovação pessoal, o esforço por nos apaziguar, o esforço por nos tranquilizar e fazer com que a cada dia, ao nosso redor, haja harmonia, haja paz.

          Refletindo desta forma iremos encontrar muitas respostas em nós mesmos e sabendo que possuímos um código muito claro deixado a mais de dois mil anos pelo nosso amigo, irmão e mestre JESUS CRISTO, quando disse: Amai-vos uns aos outros, assim como vos amei.

About Aldemir

Olá amigo (a) irmãos no ideal espírita! Sejam todos bem-vindos a esta página. Meu nome é Aldemir, tenho 55 anos, estudo o espiritismo há 20 anos e sei que serei um eterno aprendiz tentando me melhorar sempre. Acredito que o Espiritismo é o melhor caminho para a evolução espiritual, motivo pelo qual resolvi fazer a divulgação dessa doutrina. Espero de alguma maneira, ajudar aos que procuram alguma resposta, aos que procuram uma luz, um caminho, ou queiram compartilhar comigo respostas que esta doutrina consoladora oferece a cada um, conforme seus conhecimentos. A divulgação que porventura for feita com relação aos conteúdos aqui obtidos, entre amigos e grandes personagens do nosso espiritismo, Obras básicas e outras tantas obras complementares, apoio de internautas, também pode ser considerada um gesto de caridade. O espiritismo é uma fonte de ensino inesgotável para aqueles que desejam se aprofundar mais nesse sentido. Quanto mais estudarmos mais certeza se tem que pouco se sabe e que o entendimento pode ser diverso em um mesmo assunto. Este espaço foi criado com o objetivo de falar um pouco a respeito do Espiritismo e visa, principalmente, colocar a minha visão a respeito desta doutrina tão consoladora, mas ainda tão pouco compreendida por tanta gente, mesmo dentro do segmento espírita... E também receber mensagens, textos, fotos, vídeos dos que acessarem e queiram contribuir para podermos juntos, levar um pouco de luz aos irmãos de caminhada. O conteúdo aqui publicado poderá ser copiado, divulgado por quem tiver interesse em divulgar nosso trabalho. Acredito nos princípios básicos da doutrina espírita: Existência de Deus, Imortalidade da alma, Pluralidade das existências, Pluralidade dos mundos habitados e Comunicabilidade dos espíritos. Acredito também que todos nós temos um mentor espiritual a nos auxiliar para a evolução aqui no Planeta Terra. Cultivar a paz interior é a grande sabedoria da vida, assim como a percepção das nossas reais necessidades. Obrigado pela visita deixe seu recado se quiser, volte sempre e que Deus ilumine o caminho de todos vocês, muita paz...

3 Comments

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